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Para todo o resto tem técnica, resposta, saída. Mas o que fazer com a criatividade enrustida?
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Percebi que homens são como os sapatos. Os mais atraentes são os que menos ficam no seu pé. Os mais confortáveis são os que você mais pisa. Enquanto os rasteiros, te conquistam a longo prazo.
Existem vários tipos. Os de estilo “Havaiano”, bons na intimidade. São próprios para o banho. E os do gênero “Scarpins”: ideais para te dar status e se exibir para as pessoas. Os “basicões” combinam com todos os tipos eventos. Em compensação, tem alguns que você só tem coragem de usar dentro de casa.
Alguns te fazem perder o equilíbrio. Tem outros que marcam porque o barulho é maior que a utilidade. Há os que te dão visibilidade, os da moda, do momento…
Há os coloridos, geralmente você deixa no armário, mas são a melhor opção quando está tudo muito básico. Já os peludos, apelidados como pantufas, têm bom encaixe. São ideais para estar ao pé da cama para você usar assim que acorda.
Algumas vezes eles conseguem nos surpreender. Os grossos, por exemplo, a princípio não despertam o interesse, mas com o tempo você percebe que consegue ficar equilibrada por mais tempo sobre eles do que sobre os convencionais, e acaba preferindo-os aos agulha. Você descobre que os que você mais quis ter, vão te machucar rapidinho. Sem contar os que no começo te pressionam, até que você acostume.
Há os que você passa horas babando por eles, mas tem consciência que não tem condições de possuir. E os que você faz um sacrifício imenso até conseguir ter. Tem os que você gostaria de poder ir para todos os lugares com eles, de tão confortáveis ou belos. Em contrapartida, há os que te apertam tanto que estragam sua noite. Além dos que grudam no seu pé, esses são difíceis de se livrar.
Os que te fazem sofrer, são os que geralmente mais você se produz para sair com eles. Os que te dão mais conforto, são os menos valorizados.
Antes de investir é bom pensar se combinam com a carteira. Alguns você usa apenas para dar um salto. É bom andar sempre atenta porque uns vão te derrubar, mas outros que vão te deixar lá em cima :pisando em nuvens.
São acessórios que escolhemos dependendo do humor, da ocasião e da conveniência. Há os ideais para te levar ao trabalho. Os descartáveis: da balada, só servem para a balada mesmo! Os especiais na academia…
Quando está com alguns, você demora a sacar onde está pisando. Paradoxalmente, há os que te levam às alturas. No começo, é ótimo estar com uns, mas no geral tirá-los traz um imenso alívio.
A maioria das mulheres tem uma coleção, mas sempre há os preferidos. Os das outras são sempre exibidos e cobiçados.
Eles acabam te deixando calejada, mas por piores que sejam, ficar sem, incomoda. Escolher um: sempre é um dilema! Contudo, a mulher não resiste e sempre estará por cima de um.
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Muitas pessoas já me perguntaram “mas por que A recatada”? Algumas imaginam que me coloco com tal. Quem já me viu em momentos serelepe, sabe que tenho lá meu lado recatado, mas não é o que prevalece.
O nome veio antes do blog. Tipo assim : “Quando eu criar um blog, vou dar um nome que brinque com a questão de que na internet as pessoas podem ser o que quiserem, ter a identidade que criarem. Não preciso ser obrigatoriamente a Clarice Fernandes. E mesmo se for, posso expor apenas o que quiser.” Queria algo diferente.
Um dia estava na aula de uma figura chamada Jair Rangel, ou Haguel, para quem preferir. Precisava colar um cartaz em um mural coletivo, um colega me ajudava. Estávamos puxando aquelas fitas grossas de “colar caixeta”. Quando o professor interrompe a aula e começa a fazer uma onomatopéia e encenação, uma cena que jamais esquecerei! Ele solta “Mas quem ta ai nesse beijismo?” Fazendo o som de estalos de beijos e gesticulando. Por fim, olhou para nós dois. E quando se deu conta de sua viagem: “ A bom, por que a mocinha é até recatada, já o rapaz”…
Taí, “A recatada.” Bom nome. Tenho lá minha faceta recatada, mas o Jair estava enganado, o Luís é bem mais reservado do que eu…
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O primeiro contato dos calouros de Comunicação Integrada da PUC Minas unidade São Gabriel com os laboratórios resulta em um vídeo.
Pense em um estúdio, paredes cinzas, materiais de construção, tabuas de madeira, tintas, lego, papeis, origames. Três câmeras, e os calouros orientados para interagir com tudo isso. Agora veja o resultado:
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O nome do post é sugestivo. Quem conhece Belo Horizonte já leva para o lado “sexuasivo”. O convite para ir na rua gerou espanto nos meus amigos, mas o que o FIT-BH 2010 promoveu na Guaicurus foram shows e muita diversidade.
Eu pude prestigiar o show da banda Union Latina, formada por 11 integrantes latino-americanos, incluindo um Brasileiro. O repertório da banda é composto por salsa, merengue, afro-beat, samba, dentre outros.
O que se viu na Guaicurus foi muita animação. Diferentes estilos se balançando, remexendo. Alguns com muito gingado, no entanto a maioria dos presentes se jogava e descobria, de uma maneira divertida e contagiante, um novo ritmo para requebrar, embalar.
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Valeu a pena assistir ao espetáculo “Ésquiz”, do FIT 2010. A descrição já me chamou a atenção: afinal se tratava de folclore e “fé dentro dos festejos religiosos afro-mineiros”. Apesar de não ser muito de igreja, “fé” e “tradição” são fatores que me atraem. E “folclore” ainda mais.
Confesso que pintou uma preguiça e quase desisti: ‘ir para aquele tumulto da Rodoviária com o sol rachando em plenas 17 horas’.
E como eu estava enganada! O horário foi perfeito. O espetáculo começou ainda com sol. A entrada dos artistas entre o público se engrandeceu ainda mais, parece que tudo se casava: luz natural + luzes cênicas e uma incrível sensação visual . Ver os prédios e pensar que estava em pleno centão também agregaram.
Se fizer um “brain storm” o que sai é:
emoção, pulsar. Vontade de conhecer raízes. Olhares fortes, que convidam, que falam com você. Sonoridade e expressão. Intensidade, paixão e entrega. Ritmo, movimento. Simultaneidade, interação. Atuação, dança, canto e corpo. Forte, comovente. Beleza. Preto e Branco. Contraste. Alegria. Céu, fé e vida.
Acredito que “forte” é a palavra que melhor define a emoção que me tomou. Desde a entrada dos artistas percebe-se a força do espetáculo, que também se mostra nas canções e sons emitidos durante a peça e nos olhares marcantes dos artistas. É algo tão forte que não tem como ser explicado. Tem que ser vivido, sentido pelo expectador.
A única coisa frustrante, que me deixou com uma sensação de impotência, foi não ter uma câmera para registrar os momentos. Então fiz alguma coisa com celular mesmo.
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Trabalhos realizados no laboratório de vídeo – PUC Minas São Gabriel
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